Venezuela: a Igreja pede a restauração da democracia e da justiça social
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Vatican News
Inspirando-se na passagem do livro do profeta Isaías, "A tua luz romperá como a aurora", os bispos da Venezuela dirigem-se ao Povo de Deus na conclusão da 125ª Assembleia Plenária Ordinária com uma exortação pastoral na qual transmitem uma mensagem de esperança: "Os acontecimentos de 3 de janeiro deste ano transformaram profundamente o panorama político e social". Diante das ansiedades e dos temores gerados pela situação social, política e econômica do país, os bispos inspiram-se no Evangelho, que apresenta o Senhor no barco com seus discípulos, acalmando a tempestade, "o que nos convida", escrevem eles, "a proclamar que Jesus está sempre com o seu povo. Ele é Deus conosco, Emanuel".
No texto, divulgado pela Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) na segunda-feira, 9 de fevereiro, os prelados ligam suas reflexões bispos às palavras do Papa Leão XIV, que, após a oração do Angelus no domingo, 4 de janeiro, afirmou: “O bem do querido povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração e levar à superação da violência e a trilhar caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do país...” Desenvolvendo a primeira ideia proposta pelo Pontífice, relativa ao “bem do povo venezuelano”, o Episcopado enumera as complexas situações vividas pela população, como a falta de oportunidades de trabalho com remuneração justa; a corrupção generalizada e impune; e as violações dos direitos humanos e civis, incluindo a liberdade de expressão e o direito ao devido processo legal e à defesa.
Soberania e Democracia
A mensagem dos bispos enfatiza que garantir a soberania e a democracia exige a reconstrução das instituições do país, a restauração da independência dos poderes públicos e a presença de um Supremo Tribunal de Justiça e de um Conselho Nacional Eleitoral críveis capazes de assegurar eleições livres e justas. "A soberania popular, expressa no voto universal, direto e secreto, foi desrespeitada quando a proclamação detalhada dos resultados das eleições presidenciais de 28 de julho de 2024, pelos órgãos do Estado, não foi publicada. Os eventos de 3 de janeiro deste ano mudaram profundamente o panorama político e social; embora tenham sido interpretados como uma violação do direito internacional, muitos acreditam que abrem caminho para a democratização do país", afirmam os bispos.
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Fonte: Vatican News