• 30 de Março de 2026

Fiéis lotam procissão de Ramos no Centro de Cachoeiro marcando início da Semana Santa

Fiéis lotam procissão de Ramos no Centro de Cachoeiro marcando início da Semana Santa

A Missa de Domingo de Ramos reuniu mais uma vez centenas de fiéis católicos no Centro de Cachoeiro de Itapemirim, na manhã deste domingo. A celebração marca o início da Semana Santa, período mais importante do calendário cristão, e foi presidida pelo pároco local, padre Bruno Sá Rangel, com auxílio dos diáconos Reginaldo Gasparini (Naldinho) e Miguel Brunhara Jacomeli.

A celebração teve início do lado externo da Catedral de São Pedro, na Praça Jerônimo Monteiro, onde padre Bruno realizou a tradicional bênção dos ramos. Na ocasião, ele recordou que, durante as cinco semanas da Quaresma, os fiéis se prepararam espiritualmente para celebrar o Mistério Pascal.

Após a bênção, o diácono Naldinho proclamou o Evangelho segundo Evangelho de Mateus (Mt 21,1-11.), que narra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho, aclamado pela multidão como o Messias com ramos e mantos.

Em seguida, os fiéis participaram da procissão que seguiu pela rua Costa Pereira em direção à Catedral. Ao som do cântico “Hosana” e dos sinos do templo, os participantes caminharam com ramos nas mãos e entraram pelas portas da igreja, cuidadosamente ornamentadas com palmeiras.

Durante a homilia, padre Bruno destacou o significado profundo da celebração, lembrando que a Igreja entra na semana mais importante do ano litúrgico. Segundo ele, trata-se da “semana central do ano litúrgico, mãe e vértice de todas as semanas”, um convite para manter “os olhos fixos em Jesus, que vai à frente da nossa fé e a leva à perfeição”.

O sacerdote explicou que o Domingo de Ramos reúne dois momentos aparentemente opostos da vida de Cristo: a aclamação e a paixão. “Neste domingo celebramos ao mesmo tempo os Ramos, que antecipam a vitória de Jesus, e a Paixão do Senhor, que, de certa maneira, já é sua vitória, embora seja também sua maior humilhação”, afirmou.

Padre Bruno destacou ainda que a Palavra de Deus apresenta duas atitudes diante do mistério de Cristo, simbolizadas por duas multidões: uma que aclama “Hosana ao Filho de Davi” e outra que grita “Seja crucificado”.

Ao refletir sobre a entrada de Jesus em Jerusalém, o pároco lembrou que o gesto possui um profundo significado espiritual. Citando o papa Bento XVI e sua obra Jesus de Nazaré, ele explicou que essa entrada representa uma subida não apenas física, mas espiritual.

“A última meta dessa ascensão de Jesus é a entrega que substitui os antigos sacrifícios. É uma subida que passa pela cruz e conduz à presença de Deus. É a ascensão para o amor até o fim”, destacou.

Segundo o sacerdote, a multidão que saudou Jesus reconheceu nele o Messias prometido pelas profecias do Antigo Testamento. O fato de Cristo entrar em Jerusalém montado em um jumentinho, explicou ele, confirma essas promessas e revela a humildade do verdadeiro Rei.

“O grito de ‘Hosana’ significa ‘salva-nos’. É um louvor e, ao mesmo tempo, uma súplica. Era o grito de esperança de que havia chegado a hora do Messias e da restauração do Reino de Deus”, disse.

Padre Bruno também ressaltou que esse mesmo clamor continua atual para os cristãos. “Hosana é o clamor que brota do coração de quem reconhece Jesus como Salvador. É o pedido de salvação que brota também hoje, em cada dia de nossa peregrinação, porque somente Cristo pode nos salvar”, afirmou.

Na segunda parte da reflexão, o pároco recordou os episódios da Paixão de Cristo e as diferentes formas como o grito “Seja crucificado” aparece na narrativa bíblica — na traição de Judas, na negação de Pedro e na escolha do povo por Barrabás diante de Pilatos.

Mesmo diante dessas rejeições, ele destacou que a esperança cristã prevalece. “O ‘Hosana’ prevalece mesmo diante das adversidades. Ele aparece na fé daqueles que reconhecem no crucificado o Filho de Deus, como fez o centurião romano”, explicou.

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Fonte: Diocese de Cachoeiro

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