• 16 de Maio de 2026

Solenidade da Ascensão marca exaltação de Cristo e missão da Igreja

Solenidade da Ascensão marca exaltação de Cristo e missão da Igreja

A Igreja Católica celebra no próximo domingo, 17 de maio, a Solenidade da Ascensão do Senhor, uma das mais importantes celebrações do calendário litúrgico cristão. Comum a todas as Igrejas cristãs, a festa recorda a subida de Jesus Cristo aos céus, quarenta dias após a Páscoa da Ressurreição, marcando a glorificação definitiva do Filho de Deus e o encerramento da presença visível de Cristo entre os discípulos.

No Brasil e em diversos outros países, a solenidade é celebrada no sétimo domingo da Páscoa, inserida ainda dentro do tempo pascal. Segundo o Monsenhor Dalton Menezes Penedo, a Ascensão não pode ser compreendida isoladamente, mas faz parte do chamado Mistério Pascal de Cristo.

“O mistério pascal significa a morte, a ressurreição, a glorificação de Cristo, o dom do Espírito Santo, que celebraremos no próximo domingo, e também a segunda vinda gloriosa do Senhor no fim dos tempos. Tudo isso forma uma única realidade”, explica.

Monsenhor Dalton destaca que a palavra “mistério”, na tradição cristã, não significa algo incompreensível, mas uma realidade própria de Deus que é comunicada à humanidade. “É uma realidade divina que nos é dada a conhecer e da qual participamos”, afirma.

A solenidade da Ascensão celebra, sobretudo, a exaltação daquele que assumiu plenamente a condição humana. Inspirando-se na Carta de São Paulo aos Filipenses, o monsenhor recorda que Cristo “não se prevaleceu de sua igualdade com Deus”, mas se fez servo e obediente até a morte de cruz. “Por isso Deus o exaltou”, ressalta.

Segundo ele, ao proclamar Jesus como Senhor, a Igreja reconhece sua autoridade divina sobre toda a criação. “Nos primeiros séculos, o título de ‘Senhor’ era atribuído ao imperador divinizado. Os cristãos passaram a aplicá-lo a Jesus para afirmar que Ele é o verdadeiro Senhor de todas as coisas”, explica.

Para Monsenhor Dalton, a Ascensão revela não apenas a glorificação de Deus, mas também da própria humanidade. “Jesus assumiu a natureza humana e não a abandonou ao voltar para o Pai. Nós professamos que Ele está à direita do Pai como verdadeiro Deus e verdadeiro homem”, afirma.

A expressão bíblica “estar à direita do Pai”, explica o sacerdote, significa igualdade de glória e dignidade com Deus Pai e o Espírito Santo. “Por isso, nós podemos adorar a humanidade de Jesus sem cometer idolatria, porque em Cristo a humanidade está unida plenamente à divindade.”

Outro aspecto central da solenidade é a esperança cristã na glorificação futura de toda a humanidade. A Ascensão, segundo o monsenhor, aponta para o destino final daqueles que pertencem a Cristo.

“A oração da missa nos recorda que a nossa humanidade foi elevada junto ao Pai e que Jesus nos precedeu como cabeça da Igreja. Se a cabeça já está glorificada, também o corpo, que somos nós, é chamado a participar dessa mesma glória”, afirma.

A celebração também renova a esperança da segunda vinda de Cristo e da instauração definitiva do Reino de Deus. “Um dia, toda a criação será plenamente conforme aquilo que Deus é. E o que podemos dizer de Deus? Deus é amor”, conclui Monsenhor Dalton Menezes Penedo.

Fonte: Diocese de Cachoeiro

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